![]() |
| http://spacegospel.files.wordpress.com/2011/07/hdff.jpg?w=200&h=149 |
Comecemos por mencionar como a maioria dos “pesquisadores” espíritas, que afirma categórica e apaixonadamente a reencarnação como uma “verdade indiscutível”, utiliza-se da mesma “técnica” dos esotéricos para conquistar adeptos: apresentam “fatos incontestáveis” de suas crenças e citam exemplos de grandes personalidades que, segundo eles, teriam aderido aos seus ensinos.
Por exemplo, os rosacruzes citam cientistas como Isaac Newton, Michael Faraday e Albert Einstein como tendo pertencido à sua organização. Sabe-se historicamente que Newton e Faraday eram cristãos de orientação protestante e que discordavam publicamente desse tipo de misticismo. Como poderiam pertencer a uma sociedade mística que prega pontos profundamente conflitantes com o cristianismo bíblico ao qual confessavam? Seria um contra-senso.
Os defensores mais recentes da reencarnação, sejam kardecistas ou esotéricos, apelam comumente para o “fato” (sic) de que essa crença estava presente em quase todas as religiões e culturas antigas, bem como nas diversas culturas indígenas pelo planeta afora. São freqüentes as afirmações do tipo: “antropólogos encontraram provas na cultura dos trogloditas da crença na reencarnação” (dita por um palestrante num Encontro sobre Reencarnação ocorrido na Universidade Estadual do Ceará, em 1995); “civilizações antigas criam na reencarnação, como os persas, os egípcios, os babilônicos, os assírios …” (idem).
A maior parte das pessoas tem por hábito acreditar sem averiguar e, por isso, ficam impressionadas com informações como estas, citadas em palestras, documentários ou veiculadas em jornais e revistas. Embevecem-se especialmente se as informações forem, por algum motivo, coniventes com os interesses particulares e preferências de quem as escuta.
Contudo, quem entende de um pouco de História Comparada das Religiões, saberá que, entre culturas como a persa, a egípcia, a babilônica, a assíria etc., apesar de altamente místicas, nenhuma delas cria em reencarnação. A doutrina simplesmente não existia, nem mesmo numa forma primitiva. Igualmente as culturas indígenas não incluem a reencarnação entre suas crenças, apesar de possuírem um marcante elemento espírita (crêem no contato entre os vivos e os mortos). Apesar disso, os divulgadores da reencarnação insistem em usar esses falsos argumentos para convencer incautos mal informados.
Contudo, quem entende de um pouco de História Comparada das Religiões, saberá que, entre culturas como a persa, a egípcia, a babilônica, a assíria etc., apesar de altamente místicas, nenhuma delas cria em reencarnação. A doutrina simplesmente não existia, nem mesmo numa forma primitiva. Igualmente as culturas indígenas não incluem a reencarnação entre suas crenças, apesar de possuírem um marcante elemento espírita (crêem no contato entre os vivos e os mortos).
“se uma pessoa tem sua vida atual determinada pelo seu passado; se ela paga nesta vida por aquilo que fez numa anterior; e se ela tem sua memória física apagada de uma vida para outra, então a reencarnação, como aliás crêem os hindus, isenta o homem da responsabilidade por seus atos, inocentando-o de quase qualquer atrocidade que cometa, o que é inaceitável. É também altamente injusta porque nos faz pagar por coisas que nem mesmo sabemos que fizemos, e é, ao nosso ver, a mais terrível das crenças”.
É, de fato, um problema essa falta de lógica como parte da cegueira espiritual que impede o homem de crer – é “o véu” que a Bíblia diz cobrir os rostos dos descrentes, impedindo-os de entender. Mas há diversas outras dificuldades: a ignorância e não averiguação do que é dito por Kardec e por outros; o desconhecimento quase total dos mais elementares princípios da exegese e da hermenêutica; a ignorância dos princípios bíblicos mais simples e a confusão com dogmas católicos medievais (“cão” com chifre, inferno de sofrimento e fogo, Deus perverso etc.); a falta de ume mente crítica, de lógica e de raciocínio analítico em relação aos próprios equívocos propagados pelo espiritismo (caso do livro em que o “espírito” Ramatís usa o médium Hercílio Maes para falar sobre “A Vida no Planeta Marte [4]”); o fato da crença espírita ser uma das que se fundamenta no emocional, no que soa mais “agradável” e conveniente (ver 2ª Epístola de Paulo a Timóteo, cap. 4 [5]); todos estes e muitos outros são aspectos sobre os quais as pessoas devem refletir, e os cristãos genuínos devem saber lançar mão, quando, por amor, pretenderem abalar os alicerces de areia do espiritismo e de sua doutrina fundamental, a reencarnação.
Veja a matéria completa, abaixo.




