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Olhando para a nossa vida… Quantas vezes não nos assemelhamos a esse povo israelita? Quantas vezes rejeitamos o amor de Cristo?
No batismo todos nós fomos escolhidos, chamados, acolhidos e integrados à comunidade cristã. Na confirmação nós nos comprometemos a ser seu discípulo no cotidiano de nossa vida. Porém, muitas vezes esquecemos deste compromisso. Duvidamos do amor de Deus. Excluímos, rejeitamos o nosso semelhante, o nosso irmão e a nossa irmã.
Apesar da incredulidade do povo de Israel, porém, as promessas feitas por Deus a este povo escolhido não se apagaram. Assim também, a partir da promessa feita no nosso Batismo, todos nós, continuamos sendo alvo do amor de Deus.
Podemos dizer que em Jesus e a partir de Jesus, as bênçãos de Deus estenderam-se a todos… Não há mais privilegiados e nem excluídos. Deus quer alcançar todas as pessoas através de seu amor revelado em Jesus Cristo.
Porém, não basta a gente se considerar escolhido por Deus. Também não basta fazer algo para “merecer” a salvação. É preciso, antes de mais nada, aceitar o que Deus fez e faz por nós.
Israel é o povo escolhido, mas não foi capaz de reconhecer a maior das revelações de Deus: Jesus Cristo. Podemos dizer que todos nós também fomos escolhidos por Deus no Batismo. Mas, também sabemos que não basta ser batizado. Como também não basta ser filho ou descendente de cristãos: Esta Igreja meu avô construiu, isto foi meu pai que doou…É necessário aceitar e viver, aqui e agora, o presente de Deus ofertado a todos nós no batismo…
Antes de concluir, quero dizer ainda que não basta torcer por Cristo, é preciso jogar no time dele. A torcida sempre tem importância num jogo de futebol, contudo, ela não ganha o jogo.
No campo da fé, onde não estamos falando em clubes, certamente é importante torcer. Porém, não é suficiente sermos a favor de Jesus Cristo. Jesus não quer que apenas apoiemos a sua causa, mas que façamos a vontade Deus. Que sejamos praticantes do amor e da solidariedade. Não para ganhar o jogo, mas para que a vontade de Deus seja feita no campo do mundo.
No texto de nossa reflexão, da carta aos romanos, percebemos a preocupação do apóstolo Paulo para conduzir seus compatriotas no caminho da esperança cristã. E qual é a nossa preocupação?
Lembro que certo jovem queria mudar o mundo… Foi então à luta, lançou-se mundo a fora correndo atrás do seu sonho. Pregou o amor, instigou a esperança… Mas nada conseguiu. O povo não lhe dava ouvidos.
Frustrado, voltou para seu país e resolveu mudar o seu país. Tentou de várias maneiras implementar seu sonho de um país livre de injustiças e com um povo parceiro e solidário, mas nada conseguiu.
Novamente frustrado, resolveu investir na sua cidade. Também não obteve êxito. A paz que sonhava, não acontecia. O mundo que ele queria construir não se realizava.
Então voltou para casa e, na reflexão de sua caminhada, percebeu que ele deveria mudar. Restava somente a sua ação. Percebeu que não devia apenas falar. Deveria agir. A ação do amor, da solidariedade e fraternidade atingiu sua família, seus amigos e, por fim, um novo mundo iniciou através de pequenos gestos e atitudes de amor.
Também o Apóstolo Paulo fez esta experiência. De perseguidor dos cristãos, tornou-se o apóstolo que mais cartas escreveu, mais comunidades cristãs fundou e que nos chama atenção, por meio deste texto de Romanos 9.1-5. Ele insiste: Não basta ser filho de cristão, devemos ser, de fato, cristãos em palavras e atitudes. Pense nisso.
Autor. Luterano




