A Reforma do século XVI fez com que, na segunda metade do milênio, a igreja estivesse em permanente estado de alerta quanto à questão essencial: o que é realmente evangelho? Desde a rejeição das proposições luteranas pelo Concilio de Trento até o diálogo católico-luterano que resultou na tentativa de convergência da Declaração Conjunta de Augsburgo em outubro de 1999, necessário é admitir que a questão da confessionalidade em função da fidelidade ao evangelho é vital para a igreja cristã.
Verdade é que a discussão em torno da confessionalidade pode se tornar um fim em si em alguns momentos. Mas onde essa discussão não acontece, o evangelho tende a ser sufocado por práticas, posturas e discursos que o anulam.
Como e por que surgiram os textos confessionais luteranos do século XVI? O que pretendem essas confissões e o que alcançaram? São muitas perguntas que, entretanto, e precisam ser tratadas com objetividade e desdobrando um mapa claro e bem delineado para quem quer visitar cada um dos recantos do Livro de Concórdia com proveito.
Hoje, a questão da confessionalidade diante do evangelho permaneça viva entre nós e precisamos analisar o nosso posicionamento e tomá-lo para honra e glória do serviço que o Filho de Deus prestou à humanidade.




