HINDUÍSMO. 1ª parte

  HINDUÍSMO

Luterano-religar:

     O hinduísmo apresenta-se como um movimento religioso tipicamente hindu, que só se explica dentro da realidade geográfica, histórica e mística da Índia e, por isso mesmo, não oferece uma perspectiva universalista.[1] 
      É a mais antiga religião organizada viva no mundo, datando da época entre 2000 e 1500 a.C.[2] 
      As raízes do hinduísmo se encontram na “Literatura Védica”, que são escritos religiosos produzidos na Índia neste período. Esses escritos contêm, na maior parte, hinos, fórmulas para sacrifícios, lendas e anedotas e alguns tratados filosóficos, mas pouca doutrina real.[3]
   Desde o começo até hoje houve muitas mudanças e desenvolvimento de modo que pouco das crenças e doutrinas dos primeiros hindus é aceito em sua forma original pelos adeptos de hoje.[4]

        O hinduísmo se prende ao nome Sindhu daí hindu, que foi dado pelos ários depois da invasão de Noroeste: norte e este ao maior rio ocidental da grande península, que na literatura védica indicou “rio” em geral.

     Essa religião, chamada também de neo-bramanismo, outra coisa não é senão o antigo bramanismo, nunca extinto em terra indiana.[5]
A invasão dos árias levou à Índia a um politeísmo já organizado, com muitos mitos e cultos próprios, de caráter naturalista, enquanto o povo autóctone cultivava um animismo muito ligado à terra, típico dos povos agrícolas, com divinização das forças da fecundidade.[6]
       Os dois principais elementos da religião védica são o sistema de castas e a reencarnação. O sistema de casta é muito mais que uma organização da sociedade baseada na divisão de trabalho. Tem um profundo significado religioso. Uma pessoa está presa à sua casta durante a vida, mas ela é apta de mudar sua casta em vidas futuras (encarnação) por meio de exercícios espirituais corretos (Ioga) na sua vida atual. Ela pode, no entanto, ser rebaixada a uma casta inferior na sua existência futura, se a soma total de seu Karma (literalmente “ações, feitos”) for negativa em sua vida no presente. A lei do Karma declara que todo pensamento, palavra, ação e escolha produz conseqüências específicas e inevitáveis.[7]
O Hinduísmo Moderno   
 
            Embora tivesse a sua origem na literatura védica, o hinduísmo moderno pouco tem a ver com aquela literatura.
        O hinduísmo tem muitas variações, desde profundas especulações filosóficas até a crença massiva em demônios, desde a crença em um só Deus até a crença numa lista quase interminável de deuses, desde a aversão a tudo o que é carnal até os cultos sexuais mais crus e desde o carinhoso cuidado de não matar até os sacrifícios mais sangrentos. A tolerância do hinduísmo não tem paralelo em outras religiões. Não tem doutrina fixa, nenhum código moral comum, nem uma vida centralizada de adoração. Insiste em que não há falsas religiões, pois todas as religiões, na verdade, são apenas uma.


[1] Religiões da Humanidade p.246
[2] Unidade na diversidade p.14
[3] Como Responder às religiões Orientais p.15
[4] Unidade na diversidade p.14
[5] As Religiões da Índia p.54
[6] Religiões da Humanidade p.246
[7] Como Responder às religiões Orientais p.15