O movimento homossexual diz que a conduta sexual dos homossexuais não é doença.[1] Concordamos que o homossexualismo não é doença, e também concordamos com o Dr. Sigmund Freud quanto à categoria em que a homossexualidade está. Embora rejeitasse a tradição judaico-cristã, Freud, psiquiatra e fundador da psicanálise, recomendou um critério útil pelo qual podemos avaliar as atividades sexuais. Ele disse:
Nosso dever é oferecer uma teoria satisfatória que esclareça a existência de todas as perversões descritas e explicar sua relação com a chamada sexualidade normal.
Tais desvios do objetivo sexual, tais relacionamentos anormais ao propósito sexual, têm se manifestado desde o começo da humanidade em todas as épocas das quais temos conhecimento, e em todas as raças, das mais primitivas às mais altamente civilizadas. Às vezes têm tido êxito em alcançar a tolerância e a aceitação geral.
Além disso, uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qual julgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente.
Você entenderá, pois, que o ponto decisivo no desenvolvimento da vida sexual está em subordiná-la ao propósito da reprodução… tudo o que se recusa a se adaptar a essa finalidade e só é útil para a busca de prazer é chamado pelo vergonhoso título de “perversão” e como tal é desprezado.[2]
OBS: Auto: Julio Severo
[1]Dez Verdades sobre a Homossexualidade, folheto sem data publicado pelo Grupo Gay da Bahia e guardado no arquivo do autor.
[2]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 78,79.




