Um vazamento de petróleo na costa chinesa contaminou mais de 4.200 quilômetros quadrados da água do mar, informou a imprensa local nesta sexta-feira. A empresa americana responsável pela plataforma, pode ser condenada a pagar uma indenização pelos danos causados devido ao problema, observado pela primeira vez no início de junho.
O escritório de Assuntos Marítimos chinês (SOA) havia divulgado, inicialmente, que a plataforma petrolífera responsável pelo derramamento – operada pela ConocoPhillips em parceria com a empresa estatal chinesa CNOOC – contaminara 840 quilômetros quadrados da superfície marítima no golfo de Bohai. No entanto, em um comunicado publicado nesta semana, a administração das companhias esclareceu que essa extensão se referia somente aos trechos que estavam gravemente contaminados e que a qualidade da água está prejudicada também em um perímetro de 3.400 quilômetros quadrados ao redor desta área.
Na última quarta-feira, a SOA ordenou a suspensão das atividades de várias plataformas operadas pela ConocoPhillips. “A SOA poderá pedir uma compensação à ConocoPhillips China”, informou o jornal 21st Century Business Herald. Mas o vazamento continuou, apesar da paralisação, e, no dia seguinte, a ConocoPhillips afirmou que o volume derramado equivale a 1.500 barris de petróleo.
ConocoPhillips participa no setor químico por meio de sua participação de 50 por cento em Chevron Phillips Chemical Company LLC (CPChem), uma joint venture com a Chevron Corporation. A fábrica está localizada em Zhangjiagang, China, que produz cerca de 220 milhões de libras por ano de compostos aromáticos e estirênicos para desenvolver poliestireno. Também localizada na China é a facilidade de Ouro de Xangai, que produz aproximadamente 300 milhões de libras por ano de olefinas e poliolefinas para desenvolver polietileno de alta densidade.
(Com agência France-Presse)




