![]() |
| http://img.cancaonova.com/ noticias/noticia/280016.jpg |
a) A base o objetivo do movimento ecumênico: O movimento ecumênico procura se basear no argumento da unidade concreta da igreja, uma vez que a igreja é o corpo de Cristo. O propósito aqui então não é aperfeiçoar essa unidade, mas manifestá-la na vida da igreja.
Os primeiros passos do ecumenismo surgiram no sec. XX. A principal razão para o surgimento está no próprio evangelho em vista da obrigação que ele coloca sobre a igreja. Tornou-se atuante após a primeira guerra mundial, com duas linhas de pensamentos:
Vida e ação: procurava estimular a cooperação entre igrejas no campo do serviço mundial cristão sem considerar as diferenças.
Fé e constituição: procurou vencer as contradições e fortalecer a fraternidade cristã sem se preocupar com a uniformidade de organização.
Em 1948 criou-se em Amisterdã o conselho mundial de igrejas com o propósito de continuar o trabalho ecumênico. No qual a maioria das tradições evangélicas, os ortodoxos, os velhos católicos e as igrejas orientais estão todos representados nesse conselho. A igreja romana mantém-se oficialmente a distância embora muitos de seus teólogos tenham interesse pelo ecumenismo.
Olhando do ponto de vista sistemático é importante analisar a unidade da igreja, sob o aspecto de ser ela o corpo de Cristo. A unidade da igreja não pode ser criada mediante conferências ecumênicas, a unidade da igreja descrita na bíblia é uma unidade perfeita.
As divisões testemunham a pecaminosidade da igreja, mas essa afirmação não pode invalidar a santidade da igreja, pois a consciência dessa pecaminosidade é a condição necessária a verdadeira compreensão de santidade.
As desuniões nas Igrejas estão no fato da falta de compreensão do sentido de santidade da Igreja, e para termos uma verdadeira compreensão da natureza da santidade precisamos estar conscientes também da pecaminosidade existente nos crentes. A negação da santidade da Igreja implica na negação da unidade garantida em Cristo e da possibilidade de concretizar essa unidade na vida da Igreja.
b) Ecumenismo e teologia: a teologia deve contribuir para a manifestação da unidade da igreja, isso ela pode fazer mostrando a natureza da unidade em Cristo e as conseqüências dessa unidade na vida da igreja.
O autor defende a tese de que a base do ecumenismo está na unidade da Igreja, e essa unidade é perfeita. Partindo dessa premissa o autor afirma que o papel da teologia em relação ao ecumenismo é esclarecer essa unidade, essa comunhão em termos práticos e visíveis, para podermos observar e analisar quais são as conseqüências dessa unidade para a vida da Igreja.
A teologia não possui um papel exclusivo no movimento ecumênico, mas tem um papel fundamental. Neste século foi possível entreter conversações permanentes e continuas entre teólogos de diferentes denominações. A tarefa da teologia é defender a unidade garantida por Cristo. E essa unidade se manifesta de forma concreta, na medida em que o Espírito a estabelece na Igreja mediante os meios da graça e seus instrumentos.
Um fato interessante que o autor relata é de que mesmo com pouco tempo de movimento ecumênico o seu desenvolvimento tem sido notável.
Para o ecumenismo possa ser eficientemente é necessário que a teologia procure explicar a natureza da unidade garantida no fato de que a igreja é o corpo de Cristo, isso claro precisa ser feito com uma fundamentação bíblica.
A teologia da mentalidade ecumênica se baseia basicamente em duas premissas: A unidade efetiva da igreja em Cristo e as diferenças representadas pelas várias confissões.
Então a mentalidade ecumênica consiste na vontade do encontro, na vontade do conhecer um ao outro, aprender um com o outro, na vontade de se fazer um exame auto-crítico, e principalmente na vontade de obedecer ao Espírito de acordo com Jesus: Ele vos guiará em toda a verdade.
A conclusão que se chega sobre a idéia que Alen tem de ecumenismo é a seguinte: é muito claro em afirmar que a base central para o ecumenismo precisa estar na unidade da Igreja, visto ser o corpo de Cristo. Por isso, não precisamos criar nada, adicionar nada, a igreja é perfeita, o propósito do esforço ecumênico precisa manifestar essa unidade através dos meios da graça e dos sacramentos, isto é, manifestá-la na vida da Igreja.




