Lei e Evangelho nos apresenta a graça de Deus não nos colocando como pessoas estáticas, acomodadas, passivas ou sem responsabilidade. Pelo contrário, o fato de podemos nos colocar inteiramente nas mãos graciosas de Deus em nossa vida desperta muita gratidão. E que a gratidão se traduzirá em compromisso com a vontade de Deus em responsabilidade com a vida, ao lado do amor de serviço, e amar a Deus sobre todas as coisas. Esta é uma consequência óbvia e natural. Não poderia ser diferente. Para imaginar o seguinte exemplo: Você quer ser amigo de uma pessoa. Seu desejo é que essa pessoa que você admira, é responsável por você, faça compromissos para você te dando amor e carinho. Não adianta você criar as leis, regras, obrigações ou restrições para essa amizade acontecer. Não adianta você exigir de uma pessoa que ela seja sua amiga. Uma atitude assim não vai gerar nada de bom. Mas nem por isso você precisa parar de acreditar em uma possível amizade com essa pessoa. Isso tudo é possível se você o ama, considerá-lo, admirá-lo e aceitá-lo. Isso, sim, pode gerar bons amigos.
Lei e Evangelho nos mostra como Deus faz: Ele não nos obrigar a amá-lo. Ele não age com base no cumprimento mecânico de sua vontade. Ele só tomou a decisão de nos amar, querendo-nos bem para nós aceitar pela graça e bondade. Devido a isso o amor incondicional de Deus por nós, assim nasce esta bela história entre nós e Deus, nós adoramos e amamos a ele, reconhecemos ele como nosso Senhor, seguimos de bom grado as sua orientações, colocamo-nos com confiança em suas mãos poderosas.
Lei e evangelho é uma forte doutrina da Igreja cristã: o anúncio do amor de Deus por nós; o anúncio de sua graça incondicional. A lei, quando é colocado acima de tudo, gera coisas como falsidade, o sectarismo, a arrogância, a exclusão. A graça de Deus quando proclamado como os ensinamentos da Sagrada Escritura, desperta franqueza, responsabilidade, obrigação com a vida, amor a Deus e amor ao próximo.