A CONTRIBUIÇÃO DE FILIPENSE


 
Muitas cartas paulinas foram escritas pela necessidade de por as coisas em ordem em determinada igreja, seja para se opor a ensinos falsos ou de corrigir uma prática errada. Uma carta escrita a uma igreja que o próprio Paulo fundou e com a qual ele está bastante satisfeito. Ela revela algo da satisfação do Apóstolo quando seus convertidos progridem na fé. Nessa carta, como nas demais, ele de fato se opõe ao ensino falso, embora esse não seja o seu principal objetivo. Enquanto escreve, Paulo faz alguns comentários sobre os oponentes que ele e a Igreja de Filipos enfrentavam, mas na maior parte da carta ele se ocupa de assuntos mais agradáveis (CARSON, 1999, p. 362).
Paulo e Lidia em Filipos
Tem destaque, é claro, o hino cristológico de 2.6-11. Tem havido[1] controvérsias intermináveis sobre o significado da maioria das partes desse hino, mas assim mesmo esse texto leva aos leitores uma mensagem clara sobre a grandeza de Cristo e o fato de ele ter condescendido e ocupar um lugar humilde a fim de trazer a salvação. Agora ele está exaltado ao lugar mais alto possível e Paulo aguarda o momento quando todo joelho se dobrará diante dele e toda língua irá confessá-lo como Senhor. Além do mais, segundo qualquer interpretação, este hino é antigo – pelo menos tão antigo quanto Filipenses e talvez mesmo mais antigo – de sorte que constitui evidência que fortemente favorece que numa data bem antiga da vida da Igreja confessava-se uma cristologia elevada (CARSON, 1999, p. 362).


[1] Clemente de Roma diz que Paulo esteve sete vezes na cadeia (1 CLEM, S.G; CARSON, 1999, p. 352).