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Duas semeaduras, dois tipos de sementes e dois resultados. Uma produzindo filhos do reino e a outra produzindo filhos do maligno.
Inicialmente tudo parecia estar normal, aparentemente não havia nada de estranho. Ambas as plantas cresciam, mas ninguém percebeu nada de diferente, pois em seu estágio inicial tudo é idêntico os filhos do reino e os filhos do maligno são muito parecidos. Ambos crescem na mesma lavoura, falam a mesma língua, tem em comum a mesma pátria, pertencem a mesma sociedade, pegam o mesmo ônibus, muitas vezes trabalham juntos, lutam juntos pelo bem da escola dos filhos. Torcem pelo mesmo time, e frequentam a mesma igreja.
Aparentemente são muito parecidos. Mas, contudo há uma grande diferença entre eles, os filhos do reino pertencem a Deus e são gerados pela palavra da verdade. Os filhos do maligno embora conhecendo esta palavra a desprezam, e seguem seus próprios caminhos, suas próprias crenças e dizem importante é ter fé porque Deus é um só.
E quando os servos percebem a presença do joio, alarmados se dirigem ao dono e perguntam: De onde vem o joio? De forma alguma os servos se conformam com a presença do joio. Percebem a gravidade e querem uma atitude imediata embora trágica parece-ser a única solução e perguntam ao proprietário queres que arranquemos o joio?
Na atitude dos servos preocupados com a plantação, vemos muitas vezes as nossas próprias atitudes. Quantas vezes nos espantamos quando vemos notícias de escândalos, roubos, assassinatos. Vemos que a palavra de Deus continua sendo semeada a cada domingo, mas o que parece brotar neste vasto campo do mundo é a injustiça, o ódio e o desprezo pela palavra de Deus. E às vezes temerosos pelo futuro da igreja perguntamos por que Deus não elimina esse joio?
Se para os servos da parábola já era difícil entender como poderia ter joio se a semente semeada era boa. Mais difícil ainda fica entender a atitude do dono da plantação que diz: deixai ambos crescerem juntos. Como pode Deus permitir que os filhos do maligno cresçam juntos com os filhos do reino? E Jesus explica dizendo deixem o joio para não correrem o risco de arrancarem junto algum pé de trigo.
E desta forma trigo e joio crescem juntos, assim também a cristandade vive em meio à realidade do bem e do mal. E estas duas realidades permanecem até a colheita, ceifa (consumação do século), o juízo final, onde Deus julgará e separará o joio do trigo. Quando este dia chegar, o joio será levado para ser queimado, e o trigo será recolhido no celeiro junto à casa do nosso Pai. CONTINUA……
Autor: Celso V. Grams




