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Depois de uma interrupção nas negociações entre o presidente Barack Obama e líderes da oposição, um plano B ganha espaço nos Estados Unidos com o objetivo de evitar que o país dê um calote em seus credores, afirma o “Wall Street Journal”.
O plano tem sido costurado “silenciosamente” entre o senador democrata Harry Reid, líder da maioria, e o líder republicano Mitch McConnell. A acordo consistiria em combinar um pacote de corte de gastos com um plano que a oposição havia proposto anteriormente, de dar ao presidente o poder de elevar o teto do endividamento até 2012. O plano B deve ser implementado a menos que dois terços do Congresso decidam vetar.
Um senador democrata falou ao “WSJ” sob condição de anonimato que o plano B não inclui aumento de impostos. Os dois senadores que negociam o plano alternativo também cogitam criar um comitê para identificar onde é possível fazer novos cortes de gastos.
Antes do plano B, o governo propunha melhorar as contas públicas por meio não apenas do corte de gastos, mas também do aumento de impostos sobre os mais ricos, proposta que a oposição rejeita. Ainda, os republicanos queriam cortes na área de saúde, ideia da qual Obama diverge.
O novo plano, segundo o “WSJ”, é de uma redução do déficit dos EUA em US$ 1 trilhão, mas sem o aumento de impostos anteriormente defendido por Obama e sem também os cortes na saúde sugeridos pela oposição.
O ideal, para Obama, seria reduzir o déficit em US$ 2 trilhões, o que seria muito difícil sem aumentar impostos ou cortar gastos na saúde, diz o “Journal”. Os republicanos também preferiam uma redução maior que US$ 1 trilhão.
Os EUA estão atualmente no limite legal de sua dívida, que é de US$ 14,3 trilhões. Em 2007, antes da crise, o limite era de US$ 9,8 trilhões, como mostra gráfico no”WSJ”.
Corte de US$ 1,5 trilhão
Outro jornal, o “Los Angeles Times“, também destaca na primeira página a informação de que emerge nos EUA um novo plano sobre a questão do endividamento, costurado entre dois senadores. No entanto, o diário da Califórnia afirma que o corte seria de US$ 1,5 trilhão ao longo de dez anos.
Autor: Radar Econômico



