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A revista Veja do dia 24 de outubro traz as declarações de um conhecido líder religioso brasileiro num programa de rádio. Ouçam o que ele disse: “Estamos gastando 7 milhões de reais por mês para sustentar os programas de rádio. De onde vem esse dinheiro? Ele não cai do céu. Vem de ofertas. Mas, se você gosta e não participa, como pode querer ser abençoado? Pegue um boleto bancário, deposite no banco e depois venha com o recibo na nossa igreja. E nós colocaremos o seu nome no nosso computador para orar por você. Mas tem de pagar todos os meses. É uma parceria: você nos ajuda financeiramente e nós ajudamos você com nossas orações. Dê 20 reais, 30, 100 reais ou mais. Eu tenho certeza absoluta que Deus irá ajudar quem nos ajudou. Mas mensalmente, tem de ser perseverante.”
Vemos claramente aqui uma negociata com Deus, onde Ele fica “obrigado” a me ajudar e favorecer se eu primeiro cumprir com certas obrigações financeiras com a igreja.
Esse tipo de ensino não é nenhuma novidade criada por certas igrejas modernas, nem exclusividade da chamada “teologia da prosperidade”. O pensamento de que podemos comprar as bênçãos de Deus, seja com dinheiro, bens, sacrifícios ou boas obras, era o ensino da igreja também na época de Martinho Lutero, 500 anos atrás.
Lutero cresceu dentro dessa idéia do “toma lá, dá cá” e ao tornar-se um monge, isso o levou ao desespero, pois sempre achava que precisava fazer mais e mais sacrifícios para satisfazer as exigências de Deus.
Apenas em 1517 e 1518, quando aprofundou-se no estudo do NT, Lutero descobriu que Deus não se satisfaz com nossas obras, ofertas e sacrifícios, mas que Alguém pagou a dívida dos nossos pecados em nosso lugar, satisfazendo a justiça de Deus.
Lutero descobriu que somos aceitos por Deus através de Cristo crucificado. Ele viu isso especialmente em Rm 3 e 1Co 1, entre outros textos que lhe mostraram o verdadeiro Evangelho de Cristo. Hoje, lembrando os 490 anos da Reforma Luterana, nós queremos reafirmar que somos aceitos por Deus através do Cristo crucificado.
Não existe outra forma de sermos salvos. Em Rm 3.22,25 e 28 Paulo diz: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têmem Jesus Cristo. É assim que ele trata todos os que crêem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas. Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda.



