Um novo povo

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Um agricultor planta um parreiral, acompanha seu crescimento e quando as mudas estão em condições de produzir uvas, monta uma infra-estrutura para fabricar vinho. Levanta uma cerca, constrói um tanque e uma torre para os guardas. Mas ele mesmo não pode cuidar do negócio porque decidiu viajar. Por isso faz um contrato de arrendamento com alguns lavradores. Eles vão administrar a propriedade e vão entregar ao dono os valores estipulados entre as partes.
            Tudo anda bem até que no tempo da colheita o agricultor manda buscar a remuneração que lhe cabe. Os lavradores decidem não mais entregá-la. Resolvem embolsar para si todo o resultado daquele ano. Surram e matam os empregados do dono. Ele manda um novo grupo, maior que o anterior. Não adianta. Os lavradores fazem a mesma coisa. O dono manda o filho, pensando que o filho os lavradores vão respeitar. Não resolve. Os lavradores entendem que para eles o filho é perigo maior do que os empregados e que, por isso, tem que tirá-lo do caminho e o matam também. Raciocinam que só assim vão conseguir se apoderar da propriedade toda.
            Não é uma história que aconteceu de fato. Jesus a cria para passar uma mensagem a seus ouvintes: Deus criou o mundo e colocou nele pessoas para administrá-lo. Mas elas se emanciparam de Deus e viveram do jeito delas, longe dos princípios do Criador. Depois Deus criou o povo de Israel, seu povo escolhido e fez com ele o pacto de viverem com amor, responsabilidade e justiça. Vocacionou Isaías e Jeremias, Amós e Miquéias e outros profetas para ajudarem este povo a não esquecer o pacto. Mas o povo rejeitou e maltratou os profetas, negou o pacto e se perdeu numa realidade de desamor e injustiça. E agora Deus quer criar um novo povo e fazer com ele uma nova aliança. Para isso agora está mandando seu Filho Jesus Cristo. Mas de novo os líderes religiosos e políticos do povo, os escribas e fariseus, estão rejeitando este Filho e estão ensaiando artimanhas para prender e matá-lo. E nós hoje sabemos que conseguiram matá-lo.
            Os lavradores “agarraram o filho, e o jogaram para fora da plantação, e o mataram” (v.39). Os chefes dos sacerdotes e os fariseus prenderam o Filho, levaram-no à cruz e o mataram. O agricultor da parábola, o dono da plantação, não vai se conformar com isso. Ele vai substituir aqueles lavradores por outros que honrarão o pacto e lhe darão parte da colheita no tempo certo.             O Pai do Filho, Deus Pai, não vai se conformar com a cruz e vai ressuscitar o Filho e vai, com isso, estabelecer uma nova aliança com um novo Israel, um novo povo de Deus. Pense nisso.